6 de abr. de 2026

The Werewolf Young Master’s Caretaker - Epílogo

 Epílogo 

Numa noite em que a lua minguante brilhava bela no céu, eu e Yulia fomos nos despedir de Vincent e Cecil, que estavam deixando a mansão.

O cavalo que levaria os dois em sua jornada foi acariciado com familiaridade por Cecil. Assim que Vincent terminou de amarrar a bagagem, o animal bufou suavemente.

Observando a cena, abri a boca:

— Seus ferimentos já sararam. Podiam ficar mais um pouco, não?

— …Você às vezes é incrivelmente sem noção, sabia?

Cecil olhou para mim, claramente exasperado.

— Hã?

Inclinei a cabeça, confuso. Ele corou e começou a murmurar algo indistinto.

— Quer dizer, é que…— Uwa!?

Antes que terminasse, Vincent o ergueu nos ombros. Pelo visto, já havia prendido toda a bagagem no cavalo.

— Ei, Vincent…!?

— Vocês dois também deviam aproveitar para ficar a sós.

Piscaram meus olhos diante daquilo. Pelo “também”, parecia que eles estavam partindo tão cedo justamente por esse motivo.

— Ah… bom, faz sentido.

Vincent declarou aquilo com toda naturalidade, enquanto Cecil, completamente vermelho, se atrapalhava ao lado dele um contraste evidente.

— Vocês vão voltar à vida de viajantes? — perguntou Yulia ao meu lado.

— Provavelmente.

— Entendo…

— Por que a pergunta?

— Ah, não… só pensei que seria bom se vocês viessem morar por perto…

Yulia coçou a ponta do nariz, meio sem graça.

— Nessas cidades daqui, a influência da Igreja é bem menor…

Vincent e Cecil trocaram um olhar.

— Nunca tínhamos pensado nisso.

— É… talvez não seja uma má ideia. Eu também gostaria de continuar vendo vocês.

— Sério!?

— Quando encontrarmos uma boa casa, avisamos.

— Por favor! Vou ficar esperando!!

Vincent ajudou Cecil a montar no cavalo e, em seguida, subiu com leveza.

— Ficamos em dívida com vocês. Vamos retribuir, com certeza.

— Então, até mais.

Cecil continuou acenando para nós até o último instante.

Quando o cavalo deles finalmente desapareceu na floresta, espreguicei-me.

— …Bom, vou voltar ao trabalho.

— Hã!?

— Por que essa surpresa? Eu só vim me despedir.

— Mas… fazia tanto tempo que ficávamos só nós dois…

Quando me virei para ir embora, senti braços me envolverem por trás.

— Você estava preocupado com o senhor Vincent, então não tivemos clima nenhum… E eles até se preocuparam com isso por nós…

— Eu também quero te tocar. Mas estamos com falta de gente, então não tem jeito.

As criadas que ajudaram no tratamento de Vincent agora estavam ocupadas limpando o castelo antigo usado na batalha contra January. A manutenção da mansão estava praticamente nas minhas mãos.

— Eu sei, mas…

Yulia abaixou os ombros, visivelmente desapontado quase como se suas orelhas estivessem caídas.

Coloquei minha mão sobre a dele.

— …De manhã, eu passo no seu quarto.

Então me virei dentro de seus braços e segurei seu rosto com ambas as mãos.

— Se prepara. Vou te espremer até a última gota.

Afinal, eu também queria tocá-lo.

* * *

Quando terminei o trabalho, tomei banho, me preparei com cuidado e fui até o quarto de Yulia.

Antes mesmo de girar a maçaneta, a porta se abriu, revelando o dono do quarto com as bochechas coradas de alegria.

— Ban…!

— Desculpa a demora.

Fui erguido do chão. Yulia enterrou o rosto no meu pescoço e inspirou profundamente.

— …Você está cheirando bem.

Senti meu peito formigar de leve e desviei o olhar.

Além de me preparar com cuidado, acabei escolhendo roupas um pouco mais arrumadas do que o normal. Talvez tivesse me esforçado demais.

Enquanto pensava nisso, Yulia pressionou os lábios contra minha bochecha.

Diante daquele beijo carente, virei-me para ele e, naturalmente, nossos lábios se encontraram.

— Mm… nnh… n…

Nossos lábios se abriram, línguas se entrelaçando. Enterrei meus dedos em seus cabelos dourados, segurando sua cabeça enquanto aprofundava o beijo, como se quisesse misturar nossas respirações.

— Hah… nn…!

Ele envolveu minha cintura com as pernas, e repetimos beijos intensos, quase devorando um ao outro.

Quando o fôlego já faltava, encostei minha testa na dele e murmurei:

— …Falando nisso, seu cabelo voltou ao normal, né?

Depois da batalha contra January, parte dos cabelos cor de mel de Yulia havia ficado branca, mas agora já haviam retornado à cor original.

Peguei uma mecha ondulada entre os dedos e a beijei. Yulia estreitou os olhos, sensível ao toque.

— Sim… percebi de repente. Gostava um pouco, então é uma pena.

— Entendo…

O silêncio caiu entre nós. Evitei encarar seus olhos, distraindo-me com seus cabelos enquanto meu coração acelerava.

Então Yulia começou a andar rapidamente em direção à grande cama.

Assim que fui colocado sobre ela, seu corpo imponente se inclinou sobre o meu.

Instintivamente, segurei sua mão quando ele tentou abrir meus botões.

— Ei, espera. Hoje sou eu que vou fazer. Eu disse que ia te espremer, lembra?

…De algum modo, senti que deixar ele assumir o controle seria perigoso.

Yulia piscou, surpreso então sorriu.

— Não. Hoje sou eu que vou… derramar tudo dentro de você, até a última gota.

— Que foi isso agora… você tá me deixando confuso…

Para minha surpresa, senti um aperto no fundo do peito. Desviei o olhar.

Mas então a mão que eu segurava foi invertida, sendo presa por ele.

Em seguida, ouvi um clique.

Quando percebi, algemas com acabamento macio de pelos envolviam meus pulsos, presas à cabeceira da cama.

— O quê!? Você… o que está fazendo…!?

— É a prova da minha determinação. Se não fizer isso, você sempre acaba invertendo as coisas.

Fim.

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