9 de mar. de 2026

The Werewolf Young Master’s Caretaker - Capítulo 30

 Capítulo 30 :: Poema de Despedida

Na noite seguinte, nós nos mudamos para o antigo castelo que Haru havia mencionado.

Era realmente um espaço completamente escuro, sem sequer uma única janela.
Um lugar onde, em circunstâncias normais, eu jamais teria colocado os pés.

À primeira vista, parecia o tipo de lugar que deveria ser úmido e cheirar a mofo.
Mas, estranhamente, o ar era limpo.

Provavelmente porque alguém o mantinha bem cuidado.
Mesmo observando os móveis e objetos do lugar, não havia sinal de poeira nem mesmo ratos.

Com vários meses de provisões, nos estabelecemos na área residencial do castelo.

E então, até que os ferimentos de Vincent se curassem,
Yulia e eu nos dedicamos a um trabalho físico exaustivo, arriscando a própria vida.

Em outras palavras verificar as armadilhas do castelo.

Levamos semanas para isso.
Sala por sala, verificando se cada armadilha ainda estava ativa.

Provavelmente eu deveria ter ficado quieto e descansado, mas não havia gente suficiente para o trabalho.
Quando finalmente terminamos a verificação… eu já estava um tanto abatido.

* * *

— Está bem, Ban?

Na manhã seguinte, depois de terminar o trabalho e lavar o suor do corpo,
eu vagava pelo interior do castelo quando ouvi uma voz.

Vincent surgiu da escuridão.

— Haha… até que enfim estou cansado.

— Desculpa. Acabei deixando tudo nas suas mãos.

— Por que está pedindo desculpa?
Você precisa poupar suas forças para a batalha de verdade, não é?

— …É verdade.

Vincent deixou escapar um sorriso amargo.

Então ele bateu de leve no meu ombro.

— Você também deveria descansar hoje. Pelo menos um dia.
A partir de amanhã tudo vai ficar ainda mais corrido.

Os ferimentos de Vincent já haviam cicatrizado.
Agora restava apenas atrair Ichigatsu até aqui.

De acordo com Haru, a partir do dia seguinte ele começaria a preparar alguma armadilha para pegá-lo.

Não sabíamos exatamente quando aquele sujeito viria até o castelo…
mas era certo que dias tensos nos aguardavam.

— …Eu sei.

Provavelmente hoje seria o último dia relativamente tranquilo que teríamos.

— Ah, é mesmo…
Você viu a Yulia por aí?

Antes que a conversa terminasse, perguntei a Vincent.

— Yulia? Não… não a vi.

— Entendi. Valeu.

Depois de me despedir dele, comecei a andar pelo castelo novamente à procura de Yulia.

O corredor completamente escuro era pontuado apenas por pequenas luzes de velas.
O ar estava silencioso e frio.

Quando Ichigatsu aparecesse, eu não poderia ver Yulia novamente até derrotá-lo.

Se o plano falhasse…
aquela conversa mecânica que tivemos durante o trabalho mais cedo poderia acabar sendo nossas últimas palavras.

Por isso eu queria vê-lo antes disso.
…Queria tocá-lo.

Porque eu já havia colocado meus sentimentos em ordem.

— Ele não está no quarto… afinal, onde foi parar…?

Depois de quase uma hora vagando sem rumo, suspirei e segui de volta para meu quarto.

Talvez ele estivesse conversando com Haru.
Mais tarde eu poderia tentar passar no quarto dele.

Pensando nisso, abri a porta do meu quarto.

E então...

— Demorou. Onde você estava?

Ao erguer o rosto na direção da voz, vi Shiro deitado na cama.

— Shiro? Por que você está…?

Quando me aproximei, Shiro balançou o rabo uma vez e desceu da cama.

Sem dizer nada, ele simplesmente me abraçou.

— …Ei?

"…"

Ele me apertou com tanta força que meus calcanhares quase saíram do chão.

O pelo macio fez meu nariz coçar.

— O que foi? Não tinha algo que queria?

— …Já resolvi.

Shiro respondeu brevemente.

Então me soltou dos braços e virou o rosto, caminhando em direção à porta.

Agarrei seu braço com as duas mãos.

— Espera.
…Você está tentando fazer alguma coisa por conta própria, não está?

— Por conta própria? Preciso pedir sua permissão para tudo?

— Não desconversa.
Achou mesmo que eu não perceberia?

Você é muito pior mentindo do que imagina.

Ele puxou o braço, livrando-se do meu aperto.

Em seguida me encarou de cima, franzindo o nariz.

— …Se algo inesperado acontecer durante a luta contra Ichigatsu, isso pode ser fatal.
Ter dois mestres dentro do mesmo corpo é apenas um risco.

— E daí?

"…" 

— …Então você veio se despedir de mim antes de desaparecer?

Isso não é agir por conta própria também?

…Além disso, Yulia não iria querer algo assim.

— Aquela idiota é mole demais.
Não consegue pensar de forma racional.

— Não é isso.
Ele não fez nada porque não há motivo para você desaparecer.

Eu me coloquei diante dele.

— E além do mais… se você desaparecer… isso também seria um problema para mim.

O olhar afiado de Shiro vacilou, tomado pela confusão.

Eu ergui os olhos para ele e continuei:

— Eu te disse antes, lembra?
Que eu valorizava você como parte da Yulia.

…Mas eu quero retirar aquilo.

— Retirar?

— É.
Porque… não é só como parte da Yulia.

Eu também valorizo você, Shiro.



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