Capítulo 08
Você pode encontrar o poem aqui.
A página do bar começou a me promover, postando uma foto minha mexendo no cabelo e fazendo uma expressão que certamente atrairia clientes. Apenas meia hora depois da publicação, eu já estava deitado na cama lendo os comentários.
A maioria era de fãs.
Alguns até diziam que minha voz era encantadora. Outros comentavam que a música tinha ficado fofa.
Também elogiaram minhas brincadeiras e minha habilidade de animar as pessoas. Houve até quem me desse um novo apelido: “o bebedor lendário”.
Só gostaria de esclarecer que aquela não foi a primeira vez que bebi.
Mas então a tela do celular, que exibia a página do Facebook, mudou para uma notificação de chamada recebida.
Bastou ver o nome de Pisaeng piscando na tela para eu me preparar completamente para mais uma batalha verbal entre nós.
"Tem muita gente olhando a página agora. Parece que você já está fazendo sucesso."
Nem cheguei a colocar o telefone no ouvido e já ouvi aquela frase arrogante.
Será que existe alguma coisa que eu deva admitir?
"Eu não estou fazendo sucesso. Só estou acima do peso porque como demais. Por que ligou? Eu não sei de nada."
"Estou sozinho, sem ninguém para conversar."
"E os seus fãs? Para onde foram todos?"
"Assunto encerrado."
"Como assim? Mentira."
"Se eu te contar a verdade, o que você me dá em troca?"
Ele realmente achava que podia negociar desse jeito.
Mas o que eu poderia oferecer?
Tudo o que me restava eram minhas cuecas e um quarto bagunçado.
"E se eu fizer uma pergunta para você?"
— Você disse que eu tenho que dar alguma coisa, mas eu nem conheço garotas para apresentar a você. Se eu pergunto algo, é porque realmente não sei.
— Sua boca é sempre tão destrutiva.
— Pelo contrário. Minha boca é doce, atraente e muito agradável.
— Então um homem bondoso poderia me ajudar?
Aquilo quase me fez pular da cama.
Que tipo de favor ele iria me pedir agora?
Eu tinha medo de responder algo errado e irritá-lo.
Talvez eu devesse desligar acidentalmente e acabar logo com aquela provocação.
— Diga logo o que é.
Mesmo assim, decidi continuar brincando com aquele tigre.
— Converse comigo até eu sentir sono. Depois eu desligo.
Ao ouvir isso, respondi imediatamente:
— Que sonho bonito. Acho que isso fica para outra ocasião.
— Espere. Você não queria saber mais sobre ela? Que pena que não quer ouvir.
Respirei fundo.
Pisaeng era realmente astuto.
Desde que descobriu que eu gostava de alguém, sempre usava essa pessoa como refém.
Sabia que eu acabaria caindo em sua armadilha, porque no fundo ainda queria saber mais.
— Então posso perguntar o que ela gosta? Tipo... comida favorita, cor favorita, que tipo de música ela escuta?
Essas eram perguntas importantes.
A conversa do dia anterior tinha deixado muitas dúvidas.
— Você gosta dela e não sabe nada disso?
Ao ouvir a pergunta, fiquei completamente sem palavras.
Que tipo de idiota ele achava que eu era?
— Não sei por que você está perguntando isso.
— Ela gosta de qualquer coisa com frutas vermelhas. As cores de que gosta são tons claros e pastéis. Quanto ao estilo musical... eu não sei.
— Que amigo ruim você é.
— Nós não somos tão próximos assim.
Então mudou de assunto.
Claro que mudou.
Só consegui revirar os olhos.
— Tem muita gente comentando na sua foto. Alguém perguntou: “Se não encontrarmos Kawee aqui, onde podemos encontrá-lo?” Como eu respondo?
— Isso depende do destino. Essa pergunta não precisa de resposta. Eu responderei com todo o meu coração.
— Quando você fica bêbado, suas bochechas ficam vermelhas. É tão fofo.
...
— Sério, Kawee. A única palavra que consigo pensar é “fofo”. Que desperdício...
— Você está bravo comigo de novo? Ainda bem que os clientes gostam do meu tipo.
— Mas Pisaeng não gosta.
— Então de que tipo Pisaeng gosta?
Perguntei baixinho enquanto me virava na cama.
— Do tipo que proíbe Kawee de ficar bêbado. Assim Pisaeng pode cuidar dele o tempo todo no trabalho.
— O que há de errado com você?
— Eu não sei. Mas agora estou muito estranho. Nem eu consigo me entender.
No final, tudo ficou confuso.
Como alguém pode dizer uma coisa dessas e depois simplesmente ficar em silêncio?
E, mais uma vez, naquela noite não falamos sobre Prae Mai.
De alguma forma, tudo sempre acabava girando em torno de mim e de Pisaeng.
Eu gosto das segundas-feiras. Amo as segundas-feiras. As segundas-feiras me fazem sentir como se estivesse apaixonado.
Meus amigos costumam reclamar das segundas-feiras porque elas significam o retorno à pesada rotina de estudos.
Mas para mim é exatamente o contrário.
Elas me deixam tão feliz que eu gostaria que chegassem logo, porque significam que poderei ver, na sala de aula, a pessoa de quem gosto secretamente.
Mas antes disso, eu precisava consultar alguém mais experiente em assuntos amorosos.
— Max, quando você flertou com seu namorado pela primeira vez, o que fez?
Estávamos sentados no banco ao redor da mesa de mármore do grupo.
Todos estavam ocupados com o trabalho exigido pelo professor, mas o tédio precisava ser quebrado por alguma conversa interessante.
— Eu? Convidei ele para o meu quarto usando a desculpa de que estava sem internet.
— Você usou o Wi-Fi como desculpa?
Era um conselho interessante.
Mas não serviria para mim.
Eu provavelmente acabaria apanhando.
— Na verdade, mostrar que você gosta de alguém não é tão difícil.
— Talvez para você. Para mim é muito complicado. Essa pessoa não é fácil de alcançar.
— Então você deveria pensar melhor. Essa pessoa é difícil de alcançar porque realmente é assim... ou porque simplesmente não quer que você a alcance?
Max nem sequer levantou os olhos.
Continuava concentrado na tradução do poema.
Mas suas palavras me fizeram refletir.
— Ou talvez o relacionamento não avance porque ninguém tentou levá-lo a sério.
— Quando você realmente tem o coração de alguém, não precisa se esforçar tanto. As coisas simplesmente acontecem.
— ...
— Suponhamos que eu convide uma pessoa que não é minha namorada para o meu quarto. Se ela não gostar de mim... você acha que ela aceitaria dormir lá? Eu deveria perguntar antes?
— Eu aceitaria.
— Idiota! Seu tolo! Por que você leva tudo ao pé da letra?
— Desculpa.
A conversa terminou ali.
Com o título oficial de “grande idiota”.
Na verdade, eu tinha muitas outras perguntas para fazer.
Mas, para evitar me jogar da cadeira de vergonha, resolvi guardá-las para depois.
Às dez horas chegaria o momento pelo qual esperei a semana inteira.
---
Naquela noite, meu plano era sentar ao lado de Mai.
Nunca imaginei que, assim que entrasse na sala, meus sonhos seriam destruídos ao descobrir que Pisaeng havia ocupado aquele lugar.
Maldito.
— Inacreditável. Uma pessoa como Pisaeng chegou cedo.
Primeiro sorri educadamente.
Depois cerrei os dentes.
— Sai daí. Eu vou sentar nesse lugar.
— Se você chegou atrasado, sente em outro lugar. Como pode chegar mandando nos outros?
Ele fez uma pausa.
— Ah... alguém estava sentado aqui?
Eu tinha vontade de acertá-lo com um bastão.
— Não, Pisaeng. Pode ficar sentado. Olá.
— Oi...
Meu semblante mudou imediatamente quando Mai falou comigo.
Acenei algumas vezes antes de me sentar ao lado de Pisaeng.
Mesmo que aquele idiota estivesse atrapalhando, meu amor ainda estava perto.
E, honestamente, isso já me deixava animado.
— Max, senta aqui.
Bati na cadeira vazia ao meu lado.
Max apenas assentiu.
Como ele já havia cursado aquela disciplina antes, não precisava prestar muita atenção.
Tudo aquilo já era conhecido para ele.
Agora era hora de terminar o trabalho da faculdade enquanto observava meu primeiro amor.
Talvez, depois da aula, eu pudesse convidar Mai e seus amigos para tomar um café.
Ou talvez levá-la ao bar para me ouvir cantar ao vivo.
Mas...
E se ela não gostasse desse tipo de lugar?
Melhor deixar essa ideia de lado.
---
— Isso é trabalho ou estudo?
Depois de um tempo, Pisaeng quebrou o silêncio.
Ao mesmo tempo, o professor entrou na sala e todos voltaram para seus lugares.
— Estudo.
Respondi sem levantar os olhos.
— O que é? Parece longo.
— Não seja intrometido.
— Você já está obcecado mesmo. O que custa me contar?
— É o poema The Phoenix and the Turtle, de Shakespeare.
— Nunca ouvi falar.
— Seria estranho se tivesse ouvido. Além disso, é difícil de traduzir. Você precisa entender todo o contexto do poema.
— Mas se você estuda essa área, deve gostar dela.
— Gosto mais do que nunca.
Daqui a dez anos talvez eu nem use muito desse conhecimento.
Talvez apenas para traduzir filmes de época.
Mas, no fim das contas, eu gostava muito mais da minha profissão futura do que de qualquer outra carreira.
— Isso é normal. Em pouco tempo nossos gostos podem mudar.
Mas eu ainda acredito que algumas coisas permanecem iguais.
— Existem mesmo coisas que nunca mudam?
— Não seria bom se existissem?
Virei a cabeça para encará-lo.
— O dinheiro no meu bolso continua igual. Sempre pouco.
Pisaeng sorriu.
— Você continua sendo um perseguidor profissional. Continua adorável como sempre.
Sorri de volta.
— E você continua usando os pés para pisar nos outros.
Isso sim permanecia igual.
Às vezes parecia que tínhamos algum propósito.
Às vezes tudo parecia absurdo.
Mas quando conversávamos...
Era estranho.
Eu esquecia completamente das pessoas ao redor.
Sem perceber, duas horas passaram voando.
---
— A aula foi cancelada. Até mais tarde. Temos compromisso.
— Ah... espera um pouco!
Antes que eu pudesse terminar a frase, ela e seus amigos já haviam saído da sala.
Só me restou suspirar.
Até que ouvi uma risada debochada.
— Coitado. Que coração partido.
Jurei que não falaria com ele pelas próximas duas horas.
Mas então...
— Eu posso marcar um encontro para você.
— Sério?
Mal haviam passado trinta segundos.
Meu juramento tinha sido destruído.
Sou fácil demais.
— Claro. Nos encontramos à tarde.
— Nos encontramos? O quê?
Mas Pisaeng já tinha encerrado o assunto.
Nenhum protesto seria aceito.
Afinal, ele também era uma criança mimada.
---
Depois da aula, Max foi encontrar o namorado.
E eu segui sozinho para casa.
Ou pelo menos era o plano.
Porque o demônio em pessoa estava sentado embaixo do prédio da faculdade, balançando as pernas enquanto me esperava.
Assim que o vi, pensei em fugir.
Mas fui interceptado antes.
A mão grande dele segurou meu braço.
— O que foi agora? Quero voltar para o dormitório. Estou ocupado.
Não era mentira.
Depois de ganhar uma segunda chance na juventude, eu tinha decidido fazer tudo para evitar o fracasso do futuro.
— Vou te acompanhar.
A resposta foi curta.
Mas seu olhar deixava claro que aquilo era mais uma ordem do que uma oferta.
— Não preciso de acompanhante. Sou mais velho e consigo voltar sozinho.
— Tudo bem.
As palavras diziam uma coisa.
As ações diziam outra.
No instante seguinte eu já estava sendo arrastado para o carro.
---
— Você nem sabe para onde estou indo.
— Sei.
— Como assim sabe? Está me seguindo?
— Sei porque você vai me contar depois.
O carro parou num sinal vermelho.
Para ir ao dormitório, ele deveria virar à direita.
Mas quando o sinal abriu...
Continuou em frente.
— Para onde estamos indo?
— Estou com fome.
— Então me deixa aqui.
— Não vou. Com quem você acha que eu vou comer?
— Você é muito egoísta.
Às vezes eu me perguntava por que precisava cruzar o caminho de alguém assim.
E não era apenas uma vez.
Eu o encontrava cada vez mais.
Era quase como se Pisaeng estivesse me seguindo.
— Você faz tanto escândalo. Eu gosto disso. Você é fofo.
— Quem quer comer com você?
— O quê? Não ouvi.
Ele inclinou a orelha em minha direção, provocando.
Então gritei ainda mais alto:
— UAU!
— Hahaha! Faz de novo.
— Para! Para! Para!
— Muito fofo.
Era exaustivo.
Eu me rendi.
---
Acabamos sentados numa lanchonete simples.
Nada luxuoso.
Era o tipo de lugar frequentado por universitários com pouco dinheiro.
Perfeito para alguém como eu.
— O que você vai comer?
Olhei o cardápio.
— Couve com barriga de porco crocante. Dez baht.
— Não. Quero arroz frito com dois ovos.
— Arroz frito com ovo de novo? Seu rosto vai virar um ovo.
— Quem é você para falar do rosto dos outros?
— Tá bom, tá bom.
Ele anotou os pedidos.
Depois perguntou:
— E para beber?
— A água não é grátis?
Olhei ao redor.
E encontrei uma placa enorme:
“Água grátis apenas para funcionários.”
Uma tragédia.
— Então peça a bebida mais barata do cardápio.
Pisaeng pareceu irritado.
— Eu resolvo isso. Só faz o pedido.
— Tá bom. E quem vai pagar?
— Eu não posso sustentar você para sempre.
— Então só água mesmo.
— Vou pedir uma Coca-Cola.
— Certo.
Eu odiava aquele sorriso.
---
A comida chegou rapidamente.
Meu arroz frito.
A couve com porco crocante de Pisaeng.
Eu sabia que aquela carne era deliciosa.
Mas cara demais para o meu bolso.
Em poucos minutos meu prato estava completamente vazio.
Enquanto isso, Pisaeng praticamente não tocou na própria comida.
— Você não vai comer?
— Pode comer.
— Você pediu e nem experimentou.
— Você está me observando?
— Droga.
Voltei a olhar para meu prato vazio.
Mas logo notei que o dele continuava praticamente intacto.
— Então você realmente não vai comer?
— Não.
Ele empurrou o prato na minha direção.
— Eu pedi sem saber que você não conseguiria resistir.
O porco crocante parecia me chamar.
E eu quase chorei de felicidade.
— Está gostoso?
Os olhos dele eram difíceis de ler.
Mas pareciam os de um adulto observando uma criança feliz.
— Então você não queria comer e agora eu tenho que comer tudo?
— Exatamente.
E da próxima vez, se eu não quiser alguma coisa, você come por mim.
Não sabia para onde olhar.
Por que ele falava com aquela voz tão suave?
— Você acha mesmo que vai existir uma próxima vez?
— Vai existir.
Eu quero que exista.
Por um instante...
Eu também pensei a mesma coisa.
"Eu quero que isso continue."
Era um pensamento estranhamente reconfortante.
Preciso admitir que tenho trabalhado bastante ultimamente.
Tudo o que pode ser feito para evitar morrer de fome, eu estou fazendo.
Os trabalhos de tradução continuam aparecendo. Já a série que eu traduzia precisou ser interrompida por um tempo por falta de dinheiro.
Às vezes, sobreviver exige definir prioridades e viver apenas com o básico.
Por isso fui entregar meu portfólio a uma empresa que trabalha com tradução.
No fim, eles não me aceitaram porque ainda não tenho experiência suficiente.
Tudo bem.
Talvez me liguem daqui a alguns anos.
Como sempre, continuei com meu outro trabalho de meio período:
Cantar no bar.
Na verdade, não exigia muito esforço.
Os clientes gostavam, o dono do bar me pagava e ainda me dava comida.
Isso já era suficiente.
— Kawee, estes são meus amigos. Golf... e Ran.
— Olá.
Pisaeng trouxe os amigos para o bar.
Eu os reconhecia de vista porque estudávamos na mesma faculdade, mas nunca havíamos conversado de verdade.
Já passava um pouco da uma da tarde.
Eu precisava me preparar para a apresentação.
Não sei quanto tempo os cantores profissionais gastam ensaiando ou ajustando instrumentos.
Minha preparação consistia basicamente em comer.
— Senta aqui comigo.
Dei de ombros e me sentei.
Ran era quase tão alto quanto Pisaeng.
Talvez até alguns centímetros mais alto.
Sua pele extremamente clara fazia seu rosto parecer delicado como o de um ator chinês.
Golf também era alto e branco, mas tinha uma expressão mais séria.
Ainda assim, os três tinham exatamente o mesmo olhar sedutor.
Definitivamente eram amigos próximos.
— Meus amigos queriam conhecer você.
Pisaeng sentou-se ao meu lado.
Os outros dois ficaram do lado oposto da mesa.
— Olá. Eu sou Kawee. Prazer em conhecer vocês.
Continuei enchendo a boca de arroz.
— Ele nem parece nervoso. Só continua comendo.
Uma pessoa com fome come.
O que havia de estranho nisso?
— O cozinheiro deve gostar muito de você. Preparou uma porção extra.
— Parece pouco. Acho que vou terminar o resto.
Se Pisaeng não tivesse segurado meu braço, a colher provavelmente teria voado na cabeça dele.
— O que foi?
— Não perca tempo. Termine de comer.
Depois disso, voltei para minha preparação pré-show.
O que mais me surpreendeu foi a quantidade de clientes naquela noite.
O bar estava lotado.
— Kawee, lembre-se. Você não pode aceitar bebidas de ninguém.
Se algum cliente oferecer alguma coisa, recuse.
— Como vou recusar? Eles são clientes.
— Eu vou sentar bem na sua frente.
Então todas as bebidas serão minhas.
Mas se alguém vier falar com você, diga não.
Entendeu?
— Entendi.
— Você prometeu.
— Tá bom.
Sem responder mais nada, subi ao palco.
Os aplausos começaram imediatamente.
P'Fluke devia estar radiante.
Ainda eram sete e meia da noite e o bar já estava lotado.
Comparado à semana passada, a diferença era enorme.
— Olá. Eu sou Kawee. Vocês podem me encontrar aqui todas as terças e quintas-feiras.
Eu estava tão nervoso que mal conseguia esconder o tremor.
— Obrigado por todos os comentários.
— WOOOOOO!
— Da última vez, li os comentários deixados na caixa de sugestões. Um cliente pediu que eu cantasse I Love You So.
Então me preparei para isso.
— WOOOOOO!
Nunca imaginei que alguém pudesse gritar tão alto por minha causa.
Antes as pessoas apenas me ignoravam.
Ou reclamavam.
— Então vamos começar. Cantem comigo.
Meus dedos tocaram as cordas do violão.
A introdução foi curta.
Então a música começou.
I just need someone in my life to give it structure
To handle all the selfish ways I spend my time without her
You're everything I want but I can't deal with all your lovers
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