A casa de P'Khai não era grande, mas era a casa mais aconchegante que ele já tinha visto. Era um lugar que dava paz e sossego para quem morava ali. Ele recebeu alta do hospital muito rápido. O pior era que o hospital em que ele estava era o melhor hospital particular. P'Khai estava deitado em uma sala individual. Naquele momento, todo mundo podia entrar para visitar, mas ele ainda não podia receber alta. O médico ainda precisava acompanhá-lo. P'Khai deitou no leito do hospital sem dizer nada. A dor no corpo já tinha passado.
"Vamos fazer um check-up" disse o médico, sorrindo.
"Não preciso"
"Então vamos fazer um" o médico insistiu.
"Não preciso"
"Então vamos fazer um, só para ter certeza" disse o médico desta vez.
"Não preciso. Não estou sentindo dor nenhuma. Só estou um pouco tonto" P'Khai disse, virando o rosto para o outro lado porque doía.
"Ai" o médico resmungou quando bateu de leve na cabeça dele, como se estivesse brincando.
"Precisa fazer uma tomografia para ver se está tudo bem" o médico pediu e chamou a enfermeira para levar P'Khai com cuidado.
Depois que levaram ele para fazer o exame e voltaram para o quarto, o resultado saiu e mostrou que não tinha nada grave. O médico ficou aliviado e sorriu. P'Khai escolheu ficar olhando para o teto. Se não fosse o médico, ele provavelmente já teria ido para casa sozinho. A enfermeira entrou junto com o médico.
"Venha cá, vamos lá" o médico disse, fazendo P'Khai se sentar na beira da cama para que a enfermeira pudesse verificar a pressão dele.
"Hoje você já pode ir para casa" o médico disse, voltando a olhar para ele com um sorriso de quem estava de plantão.
"Obrigado, tio. A família disse que não precisa mais ir ao hospital. O tio pode cuidar de mim em casa" P'Khai disse com um sorriso que não alcançava os olhos.
"Não precisa ficar no hospital mesmo. Já que você teve alta do hospital" o amigo respondeu, enquanto o som da porta se abria vinha de trás.
Toc, toc, toc.
O som da porta se abriu e foi Athit quem entrou junto com a enfermeira para ver como ele estava. As duas pessoas caminharam até a beira da cama.
"P'Khai, a gente vai para casa agora, tá?" Athit disse sorrindo. Depois olhou para o tio e para a enfermeira que estava ao lado.
"Como você está se sentindo agora?" quando todos saíram, P'Khai perguntou de imediato.
"Não está doendo muito não. Só está um pouco dolorido" o médico respondeu com um sorriso leve.
"Estranho, estranho mesmo" P'Khai disse, olhando para ele com dúvida.
"Você está bem. Normalmente quem é espancado assim fica com marcas pelo corpo inteiro, desde que nasceu até hoje. Mas com você só ficou roxo. Isso é porque você tem uma constituição forte" o médico disse, abrindo a pasta e mostrando o exame para P'Khai. Era um exame de raio-x. Tinha um roxo bem grande no ombro do outro.
"Não chegou a quebrar" P'Khai disse, porque achava que não tinha nada quebrado.
"Eu e o hospital não vamos contar nada sobre os seus ferimentos para ninguém. Pode ficar tranquilo" o médico disse. Depois continuou.
"Se estiver roxo, pode colocar gelo, tá?" o médico disse, saindo e deixando o assunto por isso mesmo.
"Não precisa, eu mesmo posso colocar gelo" P'Khai respondeu, mudando de assunto.
"Não precisa não. Você pode colocar gelo sozinho, mas tem um roxo que você mesmo não consegue alcançar. Tem que passar pomada e fazer compressa. Quando você for tomar banho, consegue lavar sozinho" o médico explicou e saiu do quarto.
"Então não é grave" P'Khai disse baixinho e balançou a cabeça dizendo que não era nada sério.
"É por dentro. O corpo de cada pessoa é diferente. Por isso que o seu roxo virou algo importante. Tem gente que fica roxa por fora, mas por dentro está toda quebrada" o médico respondeu e fez P'Khai virar de lado de novo. A voz ficou mais séria.
"Tá"
"Você é muito teimoso. Se não tivesse teimoso, o roxo já teria sumido. No começo você tinha que tomar remédio. Um mês, dois meses e você precisava vir aqui todo dia para eu ver se estava melhorando" o médico disse, suspirando e saindo para deixar P'Khai com os pensamentos dele.
Toc, toc, toc.
O som da porta se abriu de novo e Athit entrou junto com o remédio e uma bolsa. Athit foi direto colocar em cima da mesa porque P'Khai estava se trocando para ir para casa.
"P'Khai, o médico disse o que?" Athit perguntou assim que P'Khai terminou de se trocar.
"Ele disse que o roxo vai demorar para sumir. Vai doer, vai arder muito. Se eu não colocar gelo e pomada, vai piorar" P'Khai respondeu tudo, enquanto o médico olhava e mexia no prontuário.
"P'Khai, você não está com muita dor, né? Se estiver com muita dor, tem que tomar remédio. Se não tiver remédio assim, você vai sofrer mais" Athit perguntou e estendeu a mão para pegar o remédio e o soro que estavam ali.
"Não é tanto. Só dói se eu mexer" P'Khai respondeu e sorriu para Athit e para o irmão que estava ao lado.
"Você não pode tomar nada e não é nada sério mesmo" P'Khai disse, confirmando de novo e agradeceu ao médico. Obrigado por cuidar do meu amigo. Ele e você são muito próximos. Ele é meu amigo.
"Ah, que bom que você tem um amigo que cuida de você assim" P'Khai disse, sorrindo para o que Athit tinha dito porque a fala dele tinha sido boa.
"P'Khai, ainda dói ou está melhor? Agora parece melhor" Athit perguntou com um sorriso. P'Khai só balançou a cabeça e não respondeu.
"Tem mais algum roxo? Deixa eu ver onde é" Athit disse, chegando perto de P'Khai e olhando para o corpo dele.
"Pescoço branco, clavícula, ombros, cintura, costas bonitas. Boca fofa... para aí" P'Khai falou rindo e empurrou Athit.
"Sem-vergonha. Corpo todo marcado. Só o rosto que não tem nada" Athit disse, sorrindo porque só ele sabia que era só ali.
"Então você vai ter alta do hospital hoje" Athit disse, se levantando antes de P'Khai e ajudando a pegar as coisas com cuidado.
"Vamos sair primeiro, mas depois eu tenho que passar na farmácia para comprar os remédios que estão faltando" P'Khai disse, saindo do hospital e caminhando devagar. Colocou a bolsa no ombro.
"Ai, você não consegue carregar as coisas sozinho desse jeito" P'Khai disse, estendendo a mão para Athit que estava carregando pouca coisa.
"Então você vai carregar para mim ou não vai voltar comigo?" Athit perguntou, confuso.
"Você não vai ficar sem mim, né?" P'Khai disse. Depois virou e foi até o carro dele para colocar as coisas.
"Eu não vou voltar para aquele lugar. Só volto se tiver alguém lá" Athit disse e sorriu, mostrando a língua para trás.
"Ai, isso é chato. Você me dá dor de cabeça" P'Khai disse, rindo e olhando para o lado do banco do passageiro.
"Grande demais. E ainda está com esse cheiro" Athit disse, chegando perto e fazendo um gesto como se fosse sentir o cheiro de P'Khai.
"Ai, você é muito infantil. Parece uma criança" P'Khai disse com uma voz mais doce do que a dele. P'Khai só ficou quieto e não respondeu para ele.
"Não tem problema. A gente dois pode dormir juntos, né?" P'Khai perguntou e piscou para Athit, que virou as costas depois de se despedir e saiu.
JAV MA FIA - CAPÍTULO 5
"Não tem problema. A gente dois pode dormir juntos, né?" P'Khai perguntou e piscou para Athit, que virou as costas depois de se despedir e saiu.
P'Khai se sentou no banco do passageiro só para colocar o cinto e saiu dirigindo até a casa com Athit. Quando chegou, Athit desceu sozinho. Com a mão, carregou as coisas para dentro do hospital e para o quarto dele.
P'Khai suspirou e sentou na beira da cama do hospital e a enfermeira entrou para fazer o curativo dele. Mas o amigo interrompeu antes de ver a enfermeira e o médico fazendo.
"Senhor, obrigado por cuidar do meu irmão. Mas se o senhor quiser descansar, pode descansar no quarto dos médicos. Não precisa ficar aqui" o médico disse porque tinha visto P'Khai assim.
"Não estou com sono. Só vou ficar aqui até você terminar" P'Khai disse com uma voz que não mostrava cansaço.
"Se ficar assim, vai ficar doente de novo. O médico não deixou você ficar sem dormir" o médico disse. Depois de um tempo, fez o curativo e olhou para P'Khai.
"Já melhorou?" P'Khai perguntou. Mas não esperou o médico e a enfermeira responderem. Já se levantou e esticou a voz de dor.
"Pronto, pronto. Eu já terminei" o médico disse, olhando para ele de perto. Acenou com a cabeça.
"Ai! Dor! O médico não disse que ia doer" mas o médico não respondeu e só olhou para trás.
"Tá. Agora você já pode ir para casa. Já troquei o curativo. Quanto aos remédios do hospital, já deixei tudo separado para o seu acompanhante levar" depois que o médico terminou de falar, se virou e foi embora para ver outros pacientes de novo.
"Espera um pouco. O médico tem que me acompanhar para casa mesmo" o médico disse antes de sair do hospital. P'Khai não respondeu mais nada.
P'Khai olhou para o relógio e já estava na hora de ir para a reunião para ver o progresso do trabalho. Voltou para o escritório. Quando chegou, só tinha o amigo dele. E os amigos já tinham ido para o quarto do presidente.
"Bom dia, senhor. Descanse primeiro. Tome, P'Khai" P'Khai entrou para ir ao banheiro e lavou o rosto com água do lado de fora.
"Ah... ah..." depois do som da água, ele foi para dentro do banheiro e o Athit já tinha preparado para ele.
"Irmão, vai tomar banho e depois vai escolher roupa" Athit disse e levou P'Khai para dentro do banheiro. Ele pegou a roupa e escolheu para P'Khai. Pegou a camisa e a calça e entregou para P'Khai trocar ali mesmo.
"Volto já, tá?" disse antes de sair. Bye bye. O médico disse que ia para o lugar que tinha dito. P'Khai ficou sozinho e foi tomar banho. Ainda estava tonto e sentia como se tivesse acabado de acordar. Depois foi direto para o lugar que tinham marcado para se encontrar.
Empresa List
P'Khai foi para o estacionamento antes para ver as coisas e olhou para o relógio. 3 horas da tarde. P'Khai caminhou para dentro do prédio e foi direto para a sala do presidente.
"Obrigado. Eu vou agradecer ao senhor depois" ele disse, olhando para frente e acenando com a cabeça na hora.
"Por que não disse que ia vir me ver?" a funcionária perguntou, levantando uma sobrancelha. P'Khai viu que a funcionária da empresa tinha sido treinada para não ser tão rigorosa com várias empresas que estavam na lista de empresas.
"Deixa para lá. Diz que P'Khai veio me procurar" P'Khai disse e saiu.
"Senhor, o presidente está te esperando na sala" a funcionária disse e foi levar P'Khai até lá.
"Senhor, o senhor chegou na hora certa" a secretária disse, seguindo a funcionária até o elevador e subiu até o 18º andar. O elevador parou nesse andar.
"Siga-me, por favor" a funcionária disse para P'Khai, e levou P'Khai até a porta do escritório. A funcionária abriu a porta e entrou.
"Entra" uma voz veio de dentro da sala. P'Khai abriu a porta e entrou. A parte de dentro era muito luxuosa. Não tinha nada fora do lugar e era muito organizada e limpa.
Até o cheiro no ar era de dinheiro e o cheiro que saía da pessoa que estava sentada na cadeira giratória com as costas para a porta. A pessoa virou a cadeira devagar.
"Desculpe incomodar" o presidente disse quando viu. A aparência não era de alguém que estava nervoso. P'Khai pensou e estendeu a mão para cumprimentar.
"Tá" P'Khai respondeu e foi junto com ele. Não disse mais nada. Só olhou de lado para ele que estava deixando P'Khai e o amigo sozinhos depois.
"O que foi?" o presidente perguntou, olhando para ele sem demonstrar nada.
"Tá" P'Khai respondeu curto. Falou diretamente porque achava que se falasse muito, o presidente não ia gostar e ia acabar com a reunião o mais rápido possível.
"Eu já investi em tudo. Na ação, na empresa e no hotel. Agora tenho dinheiro e posso comprar várias empresas de falência" o presidente disse devagar. Explicou com uma voz que mostrava cansaço extremo.
"Não tem nada a ver com você não saber da empresa e do hotel" P'Khai disse, virando e falando para o outro que estava de braços cruzados, mas não disse nada.
"Se o trabalho aqui já terminou, o que eu faço agora?" o presidente perguntou para P'Khai, com uma voz que mostrava que não estava feliz porque sabia que ele não gostava de ficar dependendo do outro. Mas ainda assim conseguia fazer o presidente trabalhar só por isso.
"E o que o senhor quer fazer?" a voz normal do outro fez P'Khai olhar para cima e responder.
"Quero saber" depois que o presidente disse, se levantou e saiu. E voltou a se sentar na cadeira com um rosto bonito.
O silêncio dos dois dentro da sala fez o ar ficar um pouco pesado. O outro não mostrava nenhum sentimento. Olhou para o rosto dele e o rosto ficou sério. No momento em que ele olhou, o rosto dele e o rosto coberto não combinavam. Era como se estivesse escondendo algo. No momento em que ele se virou, o rosto de medo e o rosto de raiva ainda estavam ali.
P'Khai suspirou e olhou para fora da janela. Pensou em muitas coisas. Se fosse desse jeito, P'Khai não teria um amigo para confiar. Ele pensou que era isso mesmo. Se fosse com outra pessoa, ele teria contado tudo para o outro e para o último.
"A gente não tem mais nada para conversar. Eu vou embora" P'Khai disse, levantou e foi até a porta sem olhar para trás.
"Se você quiser, pode voltar" depois que o presidente disse, P'Khai virou com muita raiva. Não ia deixar esse cara. Ele não ia deixar esse dinheiro cair na mão de quem não deveria.
"Se você quiser falar sério, eu vou fazer você implorar" a voz que veio de trás fez P'Khai parar e virar para olhar para o presidente de novo.
"Se você voltar aqui de novo, eu vou fazer você se arrepender" o presidente disse, sorrindo muito. Mas a raiva dele já tinha passado para o hospital.
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