7 de mar. de 2026

The Werewolf Young Master’s Caretaker - Capítulo 29

Capítulo 28 – Sem pressa, vou torná-lo meu aos poucos

Já fazia uma semana desde que estávamos hospedados na mansão de Yulia.

O estado de Cecil piorava a cada dia.

Cecil estava inconsciente havia cerca de um dia e meio.
Mesmo assim, eu o coloquei na banheira, dei-lhe banho e depois o vesti com roupas íntimas. Em seguida, sentei seu corpo frágil na cama.

— Cecil. Vou secar seu cabelo.

Não houve resposta.

Peguei uma mecha do seu longo cabelo, prendi-a com a toalha e comecei a secá-lo, tentando lembrar de como ele próprio costumava fazer.

Uma gota de água caiu de sua franja.
Ela escorreu por sua bochecha, então limpei com o dorso da mão.

A expressão de Cecil não se moveu nem um pouco.

Seus grandes olhos vazios estavam fixos no chão.

Assim, ele parecia uma boneca extremamente bem feita.

Peguei seu braço que pendia frouxo e o coloquei sobre seus joelhos. Foi então que percebi que a cor das unhas sempre tão bem cuidadas estava descascando.

Mas eu não fazia ideia de como pintar aquilo de novo.

Decidi mentalmente perguntar depois.

Foi justamente enquanto eu pensava nisso que Cecil recuperou a consciência.

— Aqui… onde é…?

— A mansão da Yulia. Você não lembra, Cecil?

Um brilho voltou aos olhos que antes estavam vazios.
Ele me olhou com expressão cansada.

— Ah… lembro. Está tudo bem.
Então… desta vez, quanto tempo eu fiquei inconsciente?

— Um dia e meio.
Desculpa por ter te colocado no banho sem pedir. Quer entrar de novo?

Enquanto secava seu cabelo, ele sorriu com um ar solitário.

— Não. Tudo bem.
Além disso… secar cabelo dá trabalho, né?
Ele cresce de qualquer jeito. Podia simplesmente cortar.

— Não é grande coisa.

Balancei a cabeça.

Não tinha intenção de tratar de forma descuidada algo que Cecil prezava tanto.

— …Vincent, você gosta muito de mim, né?

— Só percebeu isso agora?

— …!

Cecil arregalou os olhos e desviou o rosto.

Suas bochechas estavam vermelhas até as orelhas.

— …Você é mesmo um idiota.
IDIOTA!

Ele gritou e me encarou irritado. Em seguida, me empurrou com força.

Quando caí na cama, Cecil imediatamente se jogou sobre mim.

— …Idiota mesmo.

Então ele encostou a testa no meu peito.

— O que foi?

Depois de alguns segundos em silêncio, Cecil murmurou:

— Estão me observando.

— O quê?

— Estão espiando… dentro da minha cabeça. O tempo todo… enquanto estou acordado.

— Isso significa…

— Provavelmente é Janeiro.
Ele sabe que eu estou aqui com a Yulia e os outros.

Seus ombros tremeram levemente.

Se isso fosse verdade, significava que todas as nossas informações estavam sendo vazadas para Janeiro.

— Talvez… eu não devesse ficar aqui…

— Mas Haru disse—

Cecil pressionou o dedo indicador contra meus lábios.

Depois, retirou o dedo e selou minha boca com um beijo.


---

Mudança de cena

— Hahaha…! Hahahahaha!!

Olhei para a velha mansão imponente diante de mim e não consegui conter a gargalhada.

— É aqui! Aqui!
A casa que estava na cabeça daquele garoto!!

Gilbert… finalmente cheguei.

Logo vou conseguir aquele corpo de lobisomem que você tanto queria.

Quando isso acontecer, vou viver feliz naquele corpo, dia e noite.

Que divertido!

— Falando nisso… não sou um gênio?
Aquele garoto que preparei décadas atrás acabou sendo útil desse jeito… minha visão de futuro é incrível!

Descobrir o lugar para onde Julho levou o jovem lobisomem foi fácil.

Ele era ainda mais idiota do que eu imaginava.

Não sei se virou amigo ou o quê, mas ele simplesmente deixou um dos meus servos entrar normalmente.

Graças a isso, todas as informações vazaram.

As peças que Julho tem são apenas:
ele mesmo, um ex-executor de primeira classe e o jovem lobisomem.

E agora ele está fora.

Se for para atacar, é agora.

— Bem, também não dá para culpar o Julho por não perceber.
Afinal, todos os meus servos morreram quando foram capturados pela igreja.

Na verdade, eu mesmo tinha esquecido da existência daquele garoto.

— Nunca imaginei que ele tivesse sobrevivido.
Que sorte a minha♪

Vou entrar logo nessa mansão.

Se Julho voltar, vai ser um problema.

Comecei a caminhar em direção à casa.

— Ah, é mesmo… o jovem lobisomem guardava o coração separado, não era?
Então posso matar primeiro aquilo e depois pegar o corpo.
Nossa… sem Julho aqui tudo ficou muito mais fácil.

Nesse momento, uma rajada de vento soprou.

— Já terminou de falar sozinho?

— Hã?

Uma sombra.

Sem que eu percebesse, Julho estava parado alguns passos à frente.

Recuei instantaneamente.

— Eeeh!?
Por que você está aqui!?
Você não tinha saído!?

— Eu vim aqui.

— Hã? O que você quer dizer com...

Talvez… ele soubesse que eu estava ouvindo tudo?

Talvez tenha me atraído de propósito?

— QUE IRRITANTE!!!

Eu gritei.

— Não vem pagar de superior, seu lixo!
Achando que é inteligente!?
Tanto faz! O importante não é inteligência, é poder!

Meu objetivo não é lutar com você!

Eu só quero o corpo daquele lobisomem!

Chutei o chão e tentei avançar para a mansão.

Mas então percebi.

…Espera.

Talvez o lobisomem nem esteja aqui.

Talvez essa mansão esteja vazia.

— Só percebeu agora?
Yulia não está aqui.
Eu mexi um pouco nos seus “olhos”.

Droga.

Fui enganado.

Mas tudo bem.

Na verdade, meu objetivo sempre foi Julho.

— Eu não sou idiota.

— É sim.

— Hahaha… cruel.

Mas agora eu vou te matar com certeza!!!

Avancei num instante, mirando seu pescoço.

Julho desviou facilmente.

Por que ele é mais rápido?

Será que ele…

— Gilbert-sama! Não vá sozinho!

O som das armaduras interrompeu o silêncio.

Os executores da igreja haviam chegado.

Sorri calmamente.

— Senhores, é hora de trabalhar.

Um deles perguntou:

— Esse homem é o híbrido de vampiro e lobisomem?

Dei de ombros.

— Parece que fomos enganados.
Ele também é um vampiro, mas não serve para pesquisa.

Poderíamos recuar…

Mas se o matarmos, eliminaremos um vampiro do mundo.

Talvez salvemos alguém que ele mataria no futuro.

Fiz um gesto para que sacassem as espadas.

— Então, senhores…
Pelo bem do mundo…

Por favor, morram.

Os olhos de Julho se estreitaram.

— Executores de primeira classe…

— Não fuja, Julho!
Vamos ver quem mata quem!!

Mas…

Num instante…

Os executores começaram a cair um após o outro.

Eu não vi o que Julho fez.

Ou melhor… não consegui ver.

Isso significa que ele interfere com tempo ou espaço.

Preciso descobrir…

Porém, pouco depois…

Julho desapareceu.

— Hein? Cadê ele!?

Ele fugiu.

Chutei um executor ferido com irritação.

Humanos são fracos.

Fracos demais.

— Da próxima vez…
Eu vou te matar, Julho.

Mordi minhas próprias unhas até sangrar.

Então tive uma ideia.

— Ah… já sei.

Se humanos quebram quando se machucam…

Então basta transformá-los em corpos que não quebram.

Um executor perguntou:

— Gilbert-sama… devemos perseguir Julho?

Eu me aproximei.

Então mordi o pescoço dele.

— …!?

Será que executores podem virar servos vampiros?

Bem…

Se não funcionar…

ele só morre.


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